Carta Pública dos Trabalhadores da Cultura de Campo Grande/MS

CARTA PÚBLICA

Após mais de duas décadas de tentativas de recolocar a ARTE & CULTURA como política pública para Campo Grande ser saudável e humanizada, declaramos óbito para que:

– O TEATRO DO PAÇO MUNICIPAL “OTÁVIO GUIZZO” cumpra a função para a qual ele foi concebido: Local onde se apresentam as manifestações culturais da nossa capital.

– O orçamento de 1% e o Plano Municipal de Cultura seja implementado e que as prestações de contas sejam públicas e transparentes.

– O FMIC e Fomteatro sejam pagos sem atraso.

– O Art.19, inc.I da Constituição sobre o Estado laico seja respeitado e o município não use dinheiro público para promoção religiosa.

– Os espaços públicos sejam cuidados como equipamento cultural e nossas praças se tornem espaço de convívio com arte e cultura.

Tendo em vista que, todas estas tentativas foram em vão. Como em vão temos endereçado ofícios, solicitações e outros tantos documentos que devem estar juntos com outros tantos sem importância que hoje abarrotam o espaço do Paço que virou D E P Ó S I T O de todos os entulhos que a população inocentemente encaminha a esse órgão público.

Em vão temos comparecido a encontros e/ou reuniões, nas quais pretendem tratar-nos como marionetes, vaquinhas de presépio, figurantes, que estão aí e devem obedecer e só se manifestarem quando a “claque” acenar que é hora de sorrir, de aplaudir, de posar para o próximo artigo jornalístico, que contará as maravilhas que estão acontecendo no “Reino de A-vilão”.

Esta é a prática dest@s senhor@s; a de considerar os cidadãos em geral e os artistas em especial, como seres acéfalos, divertidos e coniventes: isto, senhores, não se presta a nós.

Apesar de tudo, esperamos por mais de duas décadas com a ingênua esperança de ver que pelo menos um(a) dest@s senhor@s atuassem com seriedade; se pelo menos um deles, tivesse se conduzido com a seriedade e o compromisso que o cargo, a função que exercem, requer, pois TODOS! Prefeito, secretário, assessores, e/ou presidentes são funcionários escolhidos por nós; o povo e, como tal, devem prestar contas, respostas e resultados a nós que somos seus chefes /patrões.

Mas neste feudo, a história vem sendo construída às avessas, est@s senhor@s se portam com arrogância, prepotência, CINISMO! Donos vitalícios do Poder? N Ã O!!

Fim do Prólogo! Primeira e única cena.

E é com profundo pesar que comunicamos também, que todas as panacéias e placebos (declarações irresponsáveis, mentirosas, desrespeitosas violentas e até debochadas) aplicados até hoje, perderam seu prazo de validade.

Agora só nos cumpre dizer aos cidadãos desta nossa bela e querida cidade Morena, que a CULTURA está na UTI! Se não tomarmos providências urgentes, ele entrará em Coma, sim!

Cabe a você cidadão, a nós artistas unir-nos:

Para que o TEATRO DO PAÇO “OTÁVIO GUIZZO” DEIXE DE SER O LIXÃO DA PREFEITURA, o arquivo morto.

Para que a ARTE e a CULTURA NÃO MORRAM.

Para que o POVO tenha a ARTE & CULTURA como DIREITO

A G O R A M E S MO!!

Trabalhadores da Cultura de Campo Grande

Colegiado Setorial de Teatro

Rede Brasileira de Teatro de Rua – Campo Grande/MS

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